Está disponível na Base Minerva a tese: “O quê que a Baixada tem?” : centralidades na Baixada Fluminense-RJ. A obra é da aluna Patrícia Matias de Oliveira, Doutora em Geografia pelo Programa de Pós-graduação em Geografia da UFRJ.
Sobre a tese:
“O objetivo deste trabalho é analisar a reestruturação do espaço metropolitano do Rio de Janeiro, com ênfase nos processos de descentralização e desconcentração das atividades terciárias, bem
como, na expressão de centralidades na Baixada Fluminense. Ao longo do século XX, a Baixada desempenhou uma função específica no modelo de divisão territorial do trabalho metropolitano do Rio de Janeiro, sendo predominantemente uma área de residência para
trabalhadores que se deslocavam diariamente para o núcleo metropolitano. A partir dos anos 1990 a região passou a se destacar por adquirir maior importância econômica e capacidade de
polarização. As transformações observadas incluem fragmentações políticas, a implementação de programas governamentais de desenvolvimento urbano e a construção de vias expressas,
além da chegada de novos agentes econômicos. No contexto das metrópoles contemporâneas, observam-se novas características, como a fragmentação espacial e a descentralização. Esses processos alteram a forma tradicional de centralização das atividades no espaço, levando à dispersão das funções urbanas e à emergência
de policentralidades. Nesse contexto, investigamos como se processou o espraiamento de valorização e consumo do espaço em direção à periferia da metrópole. Utilizou-se dados secundários provenientes do estudo das Regiões de Influência das Cidades
(REGIC, 2020) e de Redes e Fluxos do Território (IBGE, 2014), a fim de compor uma análise das centralidades da região e estabelecer suas relações de longa distância e de proximidade. Além disso, a pesquisa identificou a presença de formas urbanas marcantes na produção espacial contemporânea. Por fim, foi realizada a aplicação de questionários, com o objetivo de reunir informações específicas sobre os hábitos de consumo, fluxos de pessoas, intenções e
movimentações dos moradores da região. Os resultados indicam uma ressignificação da função da periferia urbana, com um processo
crescente de complexificação das suas dinâmicas espaciais, evidenciado pela presença de formas urbanas marcantes, como shopping centers, atacadões e sedes empresariais e uma maior
segmentação social e seletividade espacial”.
Para acessar a tese completa, clique aqui!
