Está disponível na Base Minerva a dissertação “Centro e centralidade em Bangu : conflitos e cooperações entre agentes sociais no calçadão de Bangu e no Bangu Shopping“. A obra é do aluno Gabriel Magalhães Campos de Souza, mestre em Geografia pelo Programa de Pós-Graduação em Geografia da UFRJ.
Sobre a dissertação:
“A inauguração da fábrica de tecidos Bangu, no bairro de mesmo nome, localizado na Zona Oeste da cidade do Rio de Janeiro, em 1893, marca o início do processo que transformou Bangu em uma área urbano-industrial. Ao longo do século XX, Bangu vive um grande crescimento em decorrência da atividade fabril, contudo, começa a entrar em declínio econômico no final do mesmo século. A crise econômica também provoca a venda da fábrica e, futuramente, o encerramento de suas atividades. No local onde existia a vila operária instalou-se o calçadão de Bangu, como é popularmente conhecido o espaço compreendido por uma parcela da Avenida Ministro Ary Franco e pela Rua Cônego de Vasconcelos. O espaço conta com grande quantidade de comércio varejista, sobretudo de
vestuário e calçados, além da disponibilidade de diversos serviços, como os de saúde, financeiros e jurídicos. Posteriormente, instalam-se diversas barracas de camelô que vendem de roupas a diversos tipos de acessórios para aparelhos eletrônicos, como smartphones e tablets. Em 2007, o espaço da fábrica é refuncionalizado com a
inauguração do Bangu Shopping. O shopping center permitiu a chegada de grandes filiais e franquias ao bairro, sobretudo multinacionais. Em seguida, aglutinou espaços de lazer como cinemas, teatro e parques de diversão. Outro equipamento urbano de forte importância para o bairro de Bangu é a presença do supermercado Guanabara, importante rede de supermercados presente na região metropolitana da cidade do Rio de Janeiro, que
exerce influência sobre o comércio ambulante. Essa influência cria economias de aglomeração, constituindo de um lado da estação de trem de Bangu, onde se encontra o supermercado, um eixo mais propício para o comércio de produtos alimentícios. No outro
lado, junto ao Bangu shopping, nota-se uma maior presença de camelôs voltados para o seguimento de venda de acessórios para smartphones em conjunto com o seguimento de vestuário e calçados. Tem-se então uma dinâmica própria constituída pelos diferentes agentes econômicos que atuam na área analisada. As diferentes formas de comercialização e organização, alinham-se a Teoria dos dois Circuitos da Economia Urbana (SANTOS, 1979). Bangu nos permite pensar diversos processos espaciais, tais
como reestruturação urbana (SPOSITO, 2013) e a desconcentração espacial (CORREA, 1995), que modelam e organizam o espaço urbano do bairro e da cidade do Rio de Janeiro.”
Confira a dissertação completa aqui!